Festival Roque Pense! 2015

Festival Roque Pense! 2015

Mulheres de várias partes do país celebraram o Dia da Mulher na Baixada Fluminense, tocando rock e decretando: Violência doméstica não sou obrigada! A terceira edição do Festival Roque Pense! foi uma das maiores mobilizações entorno do Dia 8 de março no Rio de Janeiro, aconteceu de 5 a 8 de março na Praça do Pacificador, em Duque de Caxias. Uma grande conquista para as jovens que tem o rock e a cultura urbana como uma forma de se libertar.
A abertura, dia 5 de março, foi direto ao ponto: debateu o tema do Festival “Garotas, Roque e Novas Ideias por uma Baixada sem violência”, na Biblioteca Leonel Brizola. A Roda de Ideias teve a participação de Luciana Campello (Fundo Elas), Jussara Ribeiro (Blogueiras Feministas) e a feminista que é referencia no Brasil, Schuma Schumaher. A apresentação da andorinha só, Ive Seixas, encerrou a noite com atitude, voz e violão.

Crédito da foto: Marilia Cabral

Crédito da foto: Marilia Cabral


Crédito da foto: Danilo Sergio


Crédito da foto: Danilo Sergio

O primeiro dia de shows, sexta-feira dia 6 de março, foi no incrível palco do Teatro Raul Cortez, com uma luz e um som dedicados especialmente para destacar o trabalho autoral de roqueiras potentes, com um publico presente na Praça do Pacificador, que compareceu apesar da chuva insistente.
Crédito da foto: Angeletti

Crédito da foto: Angeletti

Crédito da foto: Marilia Cabral

Crédito da foto: Marilia Cabral

Melyra
A primeira banda a se inscrever abriu o festival, Indiscispline, com a baterista de Nova Iguaçu Ale De La Vega, mostrou o que esperar do FRP!: rock pesado! De São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, a Join The Dance mostrou a cena underground das periferias fluminenses.
foi mais uma banda de metal composta somente por mulheres que vem pôr abaixo a suposta discrepância entre rock pesado e o feminino.
Crédito da foto: Danilo Sergio

Crédito da foto: Danilo Sergio

Crédito da foto: Danilo Sergio

Crédito da foto: Danilo Sergio

A banda Drenna deu um show de rock and roll nervoso com muito vigor, onde a vocalista dividiu o comando do palco e solos de guitarra com os músicos performáticos da sua banda, tanto que retornou na noite seguinte para um pocket pedido pela galera. O live painting ficou por conta da artista visual de Recife, Gabi Bruce, da Flores do Brasil, que grafitou uma palavra de ordem do festival 2015: Sororidade!
No sábado, dia 7 de março, a tarde começou com as oficinas de produção cultural. Gabi Bruce compartilhou suas técnicas da rua para produção de lambe lambe a baixo custo, e as mulheres do Cineclube Mate com Angu, Sabrina Bittencourt, Geo Abreu, Fabiane Albuquerque e Manu Castilho, ministraram uma oficina de videoclipe focada na participação das mulheres na produção audiovisual. Porém, a maior surpresa desta atividade foi a lotação esgotada de participantes, muitas garotas querendo conhecer o feminismo e criar coletivos. Jovens de 15 a 22 anos em média, dispostas e entender e encarar o machismo encontraram ali um espaço livre, companhia e técnicas, para multiplicar nos seus ambientes.

Crédito da foto: Marilia Cabral

Crédito da foto: Marilia Cabral

A banda Flip Chicks, veio de São Paulo pata tocar pela primeira vez para um publico que lotou a Praça do Pacificador para o segundo dia de shows. Uma curiosidade é que o festival é marcado por duplas incríveis. E nesta edição a dupla da Street Cats, do Rio Grande do Sul, trouxe a musa noise, Gi Cognato novamente para os palcos do RP!, ela já havia participado com sua outra banda, a Badhoneys, na primeira edição em 2012: “Fico feliz em ver que o festival cresceu em sua estrutura, mas o cuidado e a valorização da banda continuam os mesmos, quero participar sempre”.
Dia Internacional da Mulher e último dia de Festival, o rolê começou com a competição feminina de skate “Girls In ação”. A organizadora, Mary Jane, levou Fiorella, de 3 meses, para acompanhar a mamãe na área de aquecimento. Na categoria feminino 2 as premiadas foram, em 1º Siouxie Anne, em 2º Leticia Ramos e em 3º Marilice. Na Categoria Feminino I Sarah Lins ficou em 2º lugar e em 1º lugar, Vitoria Mendonça, que está causando nas competições fluminenses: “A iniciativa é de grande importância para incentivar mais meninas a praticar o esporte. Fiquei feliz por ver as pessoas torcendo pela gente, e a cara de espanto delas ao verem todas voltando com manobras pesadas.” Disse a campeã.

Crédito da foto: Marilia Cabral

Crédito da foto: Marilia Cabral

Depois do rap de Aimee Tequila e Izzy Bey, MCs que circulam pelas Rodas de Rima da BF, a primeira banda a subir no palco marcou seu show como um dos mais emblemáticos do festival até hoje. A Útero Punk arrebatou o publico com mensagens contra a violência de gênero e o machismo, a vocalista Tati Góes deixou a plateia hipnotizada sua performance punk rock, conectando Brasilândia (SP) a Baixada não só pelos altos índices de violência contra a juventude, mas pelo rock and roll feminista.
Do Paraná a The Shorts fez um show curto e dançante, e a banda de punk experimental feminista Post, usou guitarra e bateria numa apresentação que entusiasmou o publico noise na Baixada Fluminense. Super aguardada pelo público, que veio de várias partes do Rio, a Anti – Corpos encerrou a noite com sua formação completa, voltando a Baixada em mais um show que provoca com seu hardcore.
Crédito da foto: Danilo Sergio

Crédito da foto: Danilo Sergio


O povo que circulava pela praça, que descia do trem e passavam em ônibus lotados, os escritórios que ouviam as passagens de som e os prédios que refletiam os canhões de luz eram a interferência principal no festival no espaço público, na cidade, conectando o rock a um dialogo com as famílias, sociedade e poder publico, sobre os impactos positivos em se produzir cultura na Baixada Fluminense.
O festival foi uma grande celebração do Dia Internacional da Mulher, protagonizada pelas jovens mulheres da cultura urbana e do rockandroll, em campanha de enfrentamento a violência domestica na juventude, reunindo artistas de várias partes do Brasil na periferia fluminense. Nas discussões sobre o feminismo contemporâneo e as táticas de combate a violência de gênero e do machismo, aponta mais do que novas atitudes, mas uma possibilidade para que a construção de uma cultura antissexista seja realidade, até por que já começou.
Confira vídeo aqui no site
Crédito da foto: Danilo Sergio

Crédito da foto: Danilo Sergio

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pin It on Pinterest

Share This