Festival Roque Pense! 2012

Festival Roque Pense! 2012

Após o sucesso dos circuitos na Praça do Skate, de Nova Iguaçu, o Festival Roque Pense! chegou para promover a produção artística e cultural feminina no rock e na cultura urbana em nível nacional. É o primeiro festival de cultura antissexista da região, transmitido ao vivo pela internet, reunindo mais de 2 mil pessoas em três dias de shows ao ar livre. Um programa especial da “Roque Pense! Radio Web” abriu o festival no dia 21 de junho, o Dia Nacional da Educação Não sexista, na Casa de Cultura de Nova Iguaçu, com debate de Bruna Provazi, do festival “Mulheres no Volante”, de Minas Gerais, e da grafiteira da Flores Crew, Gabi Bruce, de Pernambuco. O show ao vivo da banda “Catillinárias”, a primeira banda a tocar no Circuito Roque Pense, em 2011, abriu a maratona de shows do Festival, que foi patrocinado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, através de edital público. Na sexta-feira 22, foi o primeiro dia de shows na Praça do Skate, em que a revolucionária alemã Rosa Luxemburgo recebia o público através de dois banners de quatro metros de altura no fundo do palco com suas imagens. A banda She Hoos Go, tocando fora de Pelotas, Rio Grande do Sul, pela primeira vez, foi a primeira banda a se inscrever e a tocar. A batera Simone Del Ponte e a guitarra e vocal Daia Scarlet chamaram um dos momentos mais incríveis do Festival, logo no primeiro show: uma jam session que reuniu Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Baixada Fluminense, com Bruna Provazi, da Top Surprise, Giana Cognato, da Badhoneys e Leticia Lopes, da Cretina. O entusiasmo das artistas provou a importância do festival em uma só música, Violet (Hole), emocionando quem estava lá e os que acompanhavam pelo streaming. A Top Surprise entrou logo em seguida e Bruna Provazi mostrou com a guitarra o porque é uma ativista tão especial. A Cretina deu seu recado provando a qualidade do rock da Baixada em um show performático e quente. Encerrando a noite em grande estilo a banda de Porto Alegre, Badhoneys levou a melhor das impressões do público caloroso em um show inesquecível. O sábado, dia 23, começou com a sessão especial do Cineclube Buraco do Getúlio, com curtas-metragens, entre eles o documentário “Vulva La Vida, Vida La vou eu” sobre o festival feminista da Bahia. A Ricto, de Ive Seixas, Volta Redonda – RJ, abriu a noite e em seguida subiram as paulistas de Santo André, As Radiotivas. Foram muitas as postagens que perguntavam quem eram elas. Fechando a noite, a banda de Trash metal Scatha. As meninas de rostos suaves e riffs agressivos levaram o público ao êxtase. Invertendo o comum nesta noite o palco só recebeu um homem participante, provando que juntas as mulheres acabam ficando, neste caso, piores! No ultimo dia de festival, 24 de junho, domingo, a “Girls in Ação” foi a primeira jam session exclusivamente feminina da histórica primeira pista pública de skate da América Latina. Os homens colaboraram no staff, com Mauro Tarobinha e Douglas Ugry no Juri, a organizadora e skatista Maryjane narrou a sessão que teve como vencedoras das categorias Feminino I, Sarah Lins, do Rio de Janeiro, e Feminino II, Ana Caroline, de Angra dos Reis. Uma das premiadas foi Samantha Muleca, que após encerrar o painel...

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#AmorSimAbusoNão!

#AmorSimAbusoNão!

Compartilhando nossas experiências e vivências, entre nós, colaboradoras e público, hoje sabemos que, na juventude, a agressão fisica não é tolerada, no entanto, a violencia psicologica se revela nas relações entre individuos, seja em casa, na universidade, no trabalho, no coletivo ou nas relações amorosas. Por isso entra em cena a campanha #AmorSimAbusoNão, sobre relacionamentos abusivos e a violência psicológica contra a mulher. A campanha vai ao ar durante a primeira temporada do programa web Estúdio RP!, exibido pelo Canal RP! – no Youtube – e em nossas redes, junto com as ações desenvolvidas pela rede de enfrentamento a violência domestica promovida pelo Fundo Fale Sem Medo, parceria entre o Fundo Elas e Instituto Avon, que apoia o projeto. Não sabe, mas o abuso e o assédio emocional são agressões psicologicas que machucam e até matam, e são violências previstas no Artigo 7, Parágrafo II da da Lei 11.340, a Lei Maria da Penha. Precisamos desromantizar os relacionamentos abusivos e desnaturalizar as violências psicológicas cotidianas, conhecer e nos responsabilizar sobre essa grave face da violencia domestica. Acompanhe o Canal Roque Pense!, no Youtube e nossas redes, compartilhe esta campanha com sua família, amigos, amigas, crushs e afins, porque aqui nesse rolê...

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Canal Roque Pense!

Canal Roque Pense!

Apresentamos a todos o Canal Roque Pense! Que chega para expandir a experiência de uma cultura antissexista, da Baixada Fluminense para o mundo! Assim como o Festival, o Canal RP! – no Youtube – discute o acesso das mulheres aos meios de produção e consumo de bens encarando as desigualdades de gênero e empoderando mulheres profissionais da arte e da cultura. Através do Canal RP! abrimos outras possibilidades de acesso do público e conexão entre artistas e realizadoras no suporte mais legal e contemporâneo para a música independente: a internet! O Estúdio Roque Pense! é o nosso primeiro programa web, traz artistas solos e bandas com integrantes mulheres que apresentam-se ao vivo em estúdio e falam sobre sua obra e trajetória. E, nesse universo ainda majoritariamente ocupado por homens, aqui o conteúdo é produzido por profissionais mulheres dos campos do Audiovisual, das Artes, da Música, da Produção Cultural e da Cultura Digital. Mas, é claro que, quando falamos de cultura antissexista sabemos como é urgente falar sobre violência doméstica! Na trajetória da Rede Roque Pense!, junto a um público majoritariamente jovem e feminino, percebemos que a violência fisica não é tolerada, e a violência psicológica vem à tona através do abuso e do assédio emocional, seja nas relações amorosas ou não, em casa, na universidade, no trabalho, no coletivo. A campanha #AmorSimAbusoNão aborda os relacionamentos abusivos e a violência psicológica, durante o Estudio RP! e em nossas redes. A ação faz parte dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, uma mobilização mundial que participamos junto com a rede de enfrentamento à violência doméstica promovida pelo Fundo Fale Sem Medo, uma parceria do Fundo Elas e Instituto Avon, que apoiam este projeto. Há cinco anos o Roque Pense! nasceu da rede afetiva e cultural da Baixada Fluminense, realizando o Festival, a Rádio Web, o Boletim e o Laboratório RP! em um processo que o consolidou como um movimento essencialmente feminista. Hoje somos uma rede de mulheres criativas que produzem suas próprias histórias no circuito independente e antissexista. Então, é pra anotar na agenda: estreia dia 17 de novembro, com exibição da primeira temporada até dezembro de 2016, fiquem ligades! #CanalRoquePense, #AmorSimAbusoNão, #ElasPeloFimdaViolência, #FaleSemMedo, #16DiasdeAtivismo, #21DiasdeAtivismo,...

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Produção Cultural Antissexista

Produção Cultural Antissexista

Realizado durante os Festivais de 2013 e 2015, o Laboratório RP! ganhou sua primeira edição independente durante o mês de abril e maio de 2016, em Duque de Caxias. O projeto são oficinas de produção cultural para mulheres, que partem da experiência do Festival Roque Pense!, um dos mais importantes festivais de cultura antissexista do país. Com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e a Produção Executiva da Terreiro de Ideias: Arte, Comunicação e Cultura, foi realizado um ciclo de encontros, com a participação de mulheres e não bináries, totalizando 133 inscrições. Um grande público era esperado, porque muitas garotas buscam o RP! para saber sobre feminismo ou produzir arte e cultura nas suas cidades. No entanto a quantidade de participantes superou as expectativas em mais de 100%. As sociólogas Amália Fischer, representante do Fundo Elas e Ana Paula Alves Ribeiro, educadora da UERJ | FEBF, provocaram os dois primeiros debates: Pensando o Feminismo e Feminismo Negro. Nos encontros: Garotas, Música e a Experiência do Roque Pense! e Produção Cultural Periférica e Feminismo artistas, ativistas, professoras e estudantes compartilharam falas sobre os princípios feministas e as técnicas em produção cultural, com ênfase nas experiências das mulheres no universo da cultura urbana em diferentes territórios periféricos da metrópole. O último encontro – Produção Colaborativa das Minas – foi um espaço para a criação e produção coletiva do evento que encerrou o Laboratório: “Pense! Feira de Cultura Feminista ”, que aconteceu no dia 20 de maio na Praça do Pacificador, em Duque de Caxias. A Feira recebeu a primeira apresentação das palhaças da cia circense Sol Sem Dó, numa inédita performance de palhaçaria feminista. A banda Pornograma e o grupo de rap Minas de Fato, ambas de Duque de Caxias, dominaram o palco, junto com a banda DEF, que tocou pela primeira vez na cidade. A feira reuniu expositoras em artes visuais, gastronomia, poesia, moda e artesanato, ao som da DJs Sassá e Feminoise. Ainda tivemos e o lançamento de mais um número do “Boletim Roque Pense!” e a performance lacradora da artista Jec Barbosa. Uma das atrações mais celebradas foi a primeira sessão do “Facção Feminista Cineclube” criado durante o processo do Laboratório, e que se consolida como um novo coletivo feminista da região realizando sessões itinerantes, um dos legados provocados pela prática da colaboração entre mulheres. Assinam esta produção antissexista, periférica e feminista: Giordana Moreira, Dani Francisco, Nathalie Ribeiro, Tatch Pereira, Julianne Rodrigues, Nicole Peixoto, Nathalie Peixoto, Ana Grimm, Leticia Lisboa, Clara de Deus, Sassá Souza, Jec Barbosa, Bia Pimenta, Ana Paula Azevedo, Monica Braga, Elaine Alvez, Liz Moraes, Fernanda Miranda e Bia...

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Armanda Alvaro Alberto: matrona do Festival Roque Pense!

Armanda Alvaro Alberto: matrona do Festival Roque Pense!

  O Coletivo Roque Pense! anunciou, no dia 25 de março de 2015, durante a sessão “Não Sou Obrigada” do Cineclube Mate com Angu, a escolha de uma das feministas mais importantes do país, Armanda Álvaro Alberto, como matrona do Festival Roque Pense! Como homenageada da segunda edição do festival, em 2013, a palavra de ordem SOMOS TODAS ARMANDA! expunha a identificação das mulheres resistentes da Baixada Fluminense com a feminista histórica, ao promover mudanças e inovações na região. Como a fundadora de uma escola que revolucionou a educação na America Latina o RP! traz um festival de cultura antissexista antes impensado para a região que hoje é líder, no Estado do Rio de Janeiro, nos casos notificados de violência de gênero. A cultura fez parte da tecnologia criada pela educadora, implantando a primeira biblioteca publica da região, o primeiro transmissor de radio em uma escola, e, curiosamente, o primeiro festival de musica popular protagonizado por mulheres! E não há como não pensar nas rockeiras do Festival Roque Pense! quando temos consciência da marginalização e da invisibilização do rock da Baixada Fluminense, em cidades hostis para as mulheres e para as rockeiras. No segundo circuito realizado pelo coletivo RP!, ainda na Praça do Skate, em novembro de 2011, o braço armado do Estado tentou até as 21:30h desligar o som das garotas ameaçando de prisão os organizadores do evento. Armanda sentiu esse braço pesar quando ficou presa ao lado de Olga Benário à época de Getulio Vargas. Mas o Estado interfere repressivamente de diversas formas. Com a segunda edição, em 2013, já anunciada para a mesma cidade o coletivo encarou retaliações políticas que o fizeram se retirar da cidade de Nova Iguaçu em protesto ao coronelismo imposto pela gestão pública local, que impediu a realização do festival na cidade, em uma marcante demonstração de retrocesso. Além da carta de repúdio o RP! participou da criação de um fórum independente junto a diversos coletivos culturais, para exigir a criação e cumprimento de políticas públicas para a cultura na cidade.   Já entre 2014 até março de 2015, mês da terceira edição do festival Armanda ainda se empenhava em levantar demandas para os movimentos locais. O capital  ameaçava a sua memória através da construção irregular e violenta de um shopping ao lado da escola histórica, que estava em processo de tombamento. De forma ilegal a iniciativa privada, com o aval do poder público local devastou a área do entorno da escola, derrubando a única área verde do centro da cidade de Duque de Caxias. De forma arbitraria essa construção, que ameaçava a própria estrutura do prédio e o ameaçava, foi paralisada por processos movidos pela sociedade civil organizada através do FORAS – Fórum de Oposição e Resistência ao Shopping. Ainda em processo a vigilância pelo patrimônio histórico e cultural da cidade e de suma importância para a America latina é permanente e urgente, como a preservação da historia de Armanda.   Enquanto isso a terceira edição do festival enfrentava burocracias que dissimulam a má vontade política e a falta de compromisso com a coisa pública, em esforços para enfraquecer os movimentos culturais independentes, somado a uma profunda alienação sobre os princípios feministas, demonstrado ao pé da letra em um pensamento de Beauvoir: “O opressor não seria tão forte se não tivesse...

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Violência domestica e feminismo nas rodas da Baixada Fluminense

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